Virei-me sobre a minha própria existência e contemplei-a
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza."
(Cecília Meireles, Noções)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Felicidade

Então o Seminário de Iniciação Científica começa, e na terça é minha vez de falar. Com as mãos suando e o corpo tremendo até a alma coloco-me frente a um microfone com medo tamanho que nunca senti. Ser a primeira a falar tem suas vantagens e desvantagens, naquele momento eu só fiquei feliz porque o auditório estava quase vazio. Quando terminou fui invadida por uma enorme felicidade, mesmo assim, ainda tremia. Enquanto eu me preparava para prosseguir assistindo meus colegas eu me sentei ao lado de uma professora querida e especial. Ela foi minha professora no primeiro semestre e agora no quinto, nós nos encontramos outra vez. Ela olhou para mim simpática e comentou que era bom ter ao lado dela uma companhia tão simpática, então ela continuou:
- você está muito feliz né? - apesar da surpresa e do medo que senti ao ouvir aquela pergunta eu sorri de volta e disse que sim, eu estou muito feliz. Ela sorriu e respondeu;
- que bom! Nota-se!!
Depois de uma pausa ela prosseguiu - você floresceu desde o primeiro semestre.
Eu gostei da afirmação é claro, é muito bom florescer.
Então eu pensei em algo tão crucial, da onde vem essa felicidade e porque eu andava triste antes?
Acho que como diria uma pequena frase da minha adolescência "a questão é manter a mente quieta, a espinha ereta e coração tranquilo". Afinal, não adiantaria nada ter todos os motivos para ser feliz e manter o rosto fechado e pesado. Mas estou feliz sem motivo e esse é o melhor motivo para se estar feliz.

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